terça-feira, 30 de março de 2010

Corpo de Armando Nogueira será enterrado hoje



O jornalista morreu por volta das 7h desta segunda-feira (29), em seu apartamento, na Lagoa, na Zona Sul do Rio, em consequência de um câncer no cérebro.

Armando Augusto Magalhães Nogueira, mais conhecido como Manduca, filho único do jornalista Armando Nogueira, chegou por volta das 14h30 de segunda no velório.

Ele contou que o estádio do Botafogo, time pelo qual o pai torcia, foi oferecido, mas a escolha pelo Maracanã se deu "porque esse era o endereço do Armando Nogueira todos os domingos". "Ele não era cronista de um time só, era o cronista do futebol", completou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota de pesar pela morte do jornalista: "Armando Nogueira foi um dos nomes de maior destaque da história do jornalismo brasileiro, especialmente na televisão e na crônica esportiva. Tinha talento de sobra que lhe permitiu atuar em diferentes mídias, sempre com o mesmo brilho e a mesma preocupação com a qualidade do texto e da informação. Neste momento de perda, quero externar meu sentimento de pesar a seus familiares, amigos, colegas da imprensa e admiradores".

No Acre, onde o jornalista nasceu, o governo do estado divulgou nota de pesar pela sua morte e decretou luto oficial de três dias, período em que as bandeiras do estado terão que ficar a meio mastro nas repartições públicas.

Muitos amigos e parentes foram ao velório, que se estende durante a noite, para se despedir do jornalista. O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, afirmou que Armando Nogueira mudou a linguagem do telejornalismo brasileiro.

Armando deixa para nós mais do que uma lembrança, uma inspiração"
"Armando foi um companheiro maravilhoso no plano pessoal, uma pessoa cativante, adorável. No plano profissional, Armando mudou a linguagem do telejornalismo brasileiro. A televisão começou no Brasil a partir do rádio, então tinha uma linguagem totalmente radiofônica. Armando na TV Globo construiu toda uma linguagem voltada para a televisão com um rigor fantástico na precisão da informação e na qualidade do texto, quando trouxe um padrão de qualidade. Acho que se o Jornal Nacional hoje é o ponto de encontro da maioria dos brasileiros, ele é feito por uma equipe que na grande maioria é de discípulos do Armando, foram todos formados pelo Armando. Armando deixa para nós uma inspiração, mais do que uma lembrança, uma inspiração", disse João Roberto Marinho.

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