terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Morre no Rio o diretor de teatro Vicente Maiolino


Ele foi ferido por 12 tiros e estava internado em estado gravíssimo. Segundo a polícia, caso foi registrado como tentativa de homicídio.

O diretor de teatro Vicente Carlos da Costa Maiolino morreu por volta das 5h desta terça-feira (12), no Rio. A informação foi confirmada pela a Secretaria municipal de Saúde.

Ele estava internado em coma, em estado gravíssimo, no Hospital Souza Aguiar, no Centro, após ser ferido com 12 tiros no dia 31 de dezembro, em Santa Teresa, bairro onde morava.

Vicente foi socorrido por um homem que dirigia uma kombi.

Segundo a polícia, o caso foi registrado na 7ª DP (Santa Teresa) como tentativa de homicídio. Ainda não há informações sobre os suspeitos.

Prêmio Mambembe em 1985
Diretor, dramaturgo, cenógrafo, figurinista e iluminador, o carioca Vicente Maiolino começou a carreira no início dos anos 80, nos teatros Arena, Cacilda Becker e Gláucio Gil. Recebeu suas primeiras indicações ao Prêmio Mambembe com duas peças dirigidas ao público juvenil: "As três luas de junho... e uma de julho" e "As sete quedas do eu pobre coração".

Em 1985, foi finalmente vencedor da premiação nas categorias Direção e Cenografia, pela encenação do "Teatro do Sonho", que também recebeu o Prêmio MinC (do Ministério da Cultura) como um dos cinco melhores daquele ano.

Com o compositor Hermínio Bello de Carvalho, assinou alguns dos espetáculos apresentados no Prêmio Shell de Música Brasileira, entre eles as homenagens a Herivelto Martins, Baden Powell e Chico Buarque.

Teatro para todos

Maiolino também levou o teatro até as comunidades carentes da periferia do Rio em 2002, quando remontou o espetáculo ecológico "Maria Baía – Guanabara baía de todos os tempos" — ele já havia sido co-autor, diretor, cenógrafo e figurinista da primeira montagem nos anos de 1996 e 1997.

Foi diretor, roteirista e iluminador do espetáculo "Vinicius do amor demais", em 2003, estrelado pelos atores Antonio Calloni e Cássia Kiss e os cantores Miucha e Renato Brás.

No ano seguinte, dirigiu o musical "Obrigado, Cartola", que ocupou o Centro Cultural do Banco do Brasil entre os meses de janeiro e março.

G1

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